terça-feira, 24 de maio de 2011

Substantivos Segolados




Quando comecei estudar hebraico bíblico, me deparei com este termo interessante: os segolados. Embora o entendimento pleno destes substantivos seja fundamental para o aprendizado do hebraico, pronunciar ou escutar o termo segolados causava uma sensação muito engraçada. A definição dos substantivos segolados é a que segue.
Segolados são substantivos bissilábicos coma características especiais:
·         Quando no singular, sempre são acentuados na primeira silaba, e elas podem ser da classe a, e ou o.
·         A segunda silaba sempre será um segol (ah, é daí que vem o nome). Segol é uma vogal hebraica que tem o som de e breve, como o som na palavra “era”.
·         As formas plurais destes substantivos possuem particularidades que lhe são bem próprias.
Mas o que marcou bastante, foi o fato da grande maioria dos exemplos de segolados, serem substantivos que estão diretamente ligados à Pessoa de Deus. A lista de palavras que exemplificavam a lição trazia palavras que podiam ser associadas facilmente ao Senhor. Todos foram extraídos da minha gramática hebraica, e que expressam bem a impressão que tive.

Estudar hebraico bíblico é uma aventura deslumbrante!

Recomendo os livros: Hebraico Bíblico - Uma Gramática Introdutória do Drº Page H. Kelley, e Manual da Bíblia Hebraica: Introdução ao Texto Massorético – Guia Introdutório para a Bíblia Hebraica Stuttgartensia, do Drº Edson de Faria Francisco, bem como o site http://www.bibliahebraica.com.br/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As Sete Igrejas do Apocalipse




Nome Igreja e Significado
Historia da Igreja
Elogios
Crítica
Instrução
Promessa e Galardão
Éfeso – Ap. 2:1-7
Desejável
Igreja primitiva, autêntica
Rejeição do mal, paciência e perseverança
O amor por Cristo não é mais ardente
Voltar a fazer as obras que antes fazia
Direito à arvore da vida
Esmirna – Ap. 2:8-11
Mirra
Igreja perseguida.
Suportou o sofrimento
Nenhuma
Ser fiel até a morte
A coroa da vida
Pérgamo –
Ap. 2:12-17
Péssimo casamento
Igreja “casada” com o Estado
A perseverança na fé no Senhor Jesus Cristo
A tolerância à imoralidade, à idolatria e às heresias
Arrepender-se
O maná escondido e a pedra branca com o novo nome
Tiatira – Ap. 2:18-29
Sacrifício continuo
Igreja da idade das trevas
A intensificação do amor, do serviço, da fé e da paciência maior que o inicio
A tolerância à imoralidade e ao culto idólatra
Juízo futuro; manter a fé
A soberania sobre as nações e a estrela da manhã
Sardes – Ap. 3:1-6
Remanescente, os que escapam
Igreja da Reforma
A perseverança na fé por parte de alguns
Morte da igreja
Arrepender-se e obedecer a Deus
A honra e as vestes brancas
Filadélfia –
Ap. 3:7-13
Amor Fraternal
Igreja das Grandes Missões modernas
A perseverança na fé e na Palavra de Cristo, e a honra ao Seu nome
Nenhuma
Guardar a fé
Lugar na presença de Deus, novo nome e acesso para a Nova Jerusalém
Laodicéia – Ap. 3:14-22
Direito e governo do povo
Igreja atual
Nenhum
A indiferença
Zelar e arrepender-se
O compartilhar do Trono de Cristo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O autor de Hebreus.



Eis uma pergunta que certamente ficará sem resposta. A epístola chegou até nós de forma anônima, e assim permanecerá. O mais próximo da autoria que podemos chegar é o que está nas palavras de Orígenes, quando diz: “Só Deus sabe ao certo quem escreveu a epístola.”
A Igreja em Alexandria, no Egito acreditava seguramente que Paulo fosse seu escritor. Tertuliano, célebre pai da Igreja opinou a autoria de Barnabé. O Drº Martinho Lutero foi o primeiro a sugerir o nome de Apolo, posição que foi adotada por teólogos contemporâneos do reformador. E há ainda, também, a menção do nome de Priscila.
Vamos começar pelas damas. São fortes as evidencias em favor de Priscila, tendo em vista a sua forte posição de liderança na Igreja de Corinto (I Coríntios 16:19) bem como sua tão manifesta autoridade (Atos 18:26). No entanto O autor utiliza pronomes pessoais masculinos perceptíveis nos originais gregos, o que desqualifica a hipótese. Some-se a esta nota o fato de que Hebreus mostra uma forte presença masculina em sua ilustre galeria de heróis da Fé. (Hebreus 11:32).
Quanto ao apostolo Paulo, percebe-se mesmo em uma leitura superficial do texto uma diferença de o estilo e teologia. O renomado apostolo sempre deixava nítida a sua autoria, as vezes até sua assinatura ao fim do escrito (2 Tessalonicenses 3:17). Além disso, em Hebreus 2:1-4 o autor se apresenta como um crente da segunda geração de, a qual Paulo não pertencia. Autoria descartada.
Ao levita natural de Chipre, Barnabé, recai como indício de autoria a sua tribo. Por ser levita estava habituado ao sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, tema recorrente em Hebreus. O grego falado e escrito em Chipre era de boa qualidade, mas não estava a altura de Hebreus, que apresenta o melhor grego do Novo Testamento.
Resta ainda Apolo. Era ele homem “eloqüente e poderoso nas Escrituras” como afirma Lucas (Atos 18:24). Essa informação foi muito usada como prova de autoria, todavia a Igreja de Alexandria, terra natal de Apolo e que já mencionamos apontar Paulo como escritor da epistola, nunca conferiu a Apolo o titulo de escritor de Hebreus.
Os destinatários originais da epistola com certeza sabiam quem era o autor de Hebreus. Isso fica claro em Hebreus 11:18, 22-24. Nós, seus leitores atuais temos que nos contentar com as evasivas palavras de Orígenes.


Pablo Geovani


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Livingstrong?!




Com certeza esse nome você nunca ouviu antes. Embora nos pareça familiar ele foi criado pela junção de dois sobrenomes famosos. James Strong e David Livingstone! Homens que em seu tempo fizeram a vontade de Deus e marcaram os seus dias.
Livingstone era um Missionário nascido na Escócia e Strong foi um teólogo americano. O primeiro foi explorador a mando da coroa britânica na África. Já o outro chegou a ser prefeito em sua cidade.

David amava o campo e James era apaixonado pelo ensino!

O missionário dedicou boa parte de sua vida a pregar aos nativos africanos enquanto explorava a imensidão do continente negro. O teólogo investiu 35 anos na compilação de um livro. Naquilo que se dedicaram são hoje conhecidos: o legado missionário de Livingstone e a Concordância Exaustiva de Strong!
Livingstone se formou em medicina e abraçou a causa missionária! Strong foi diplomado em Teologia Exegética e com esmero brindou o mundo com seus escritos. David enquanto esteve em solo africano ministrou a palavra sagrada com entusiasmo. James coordenou durante décadas, equipes de até 100 pesquisadores para a sua concordância. Um se aventurou nas selvas africanas e foi fiel ao Senhor. O outro sempre esteve em salas de aula e foi fiel ao Senhor.
O escocês desbravou, descobriu montanhas, lagos, foi aonde nenhum homem dito civilizado tinha ido. O americano catalogou todas as palavras hebraicas, aramaicas e gregas da Bíblia e lhes atribuiu um numero, para que, com sua concordância todos tivessem acesso aos originais sem necessariamente tê-los estudado.
Eles fizeram sua parte. Aquilo que lhes for proposto foi realizado! Suas obras são o estado da arte de Missões e Exegese.
David Livingstone morreu na África e os nativos arrancaram o seu coração e enterraram naquela terra que ele tanto amou. James Strong morreu e sua concordância não falta na mesa de teólogos no mundo inteiro.

Pablo Geovani

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O Reino sendo dado ao ladrão.


Era pra ser só mais uma das centenas de crucificações que os romanos faziam em Israel. O rasante dos corvos denunciava o espetáculo da morte, e o vento gelado da Colina Calvário era implacável. Mas um condenado ali era distinto dos seus pares. Sua condenação era singular. Suas obras e a sua vida eram singulares. Melech haYehudim era tudo que tinham contra Ele.
A morte de um sentenciado à crucificação era demorada. Dava pra refletir bastante antes de morrer. Em meio aos deboches dos religiosos de sua época Jesus mantém a humildade que sempre O acompanhou. Ao Seu lado dois criminosos. O primeiro faz coro a zombaria dos fariseus. Mas o segundo, cujo o nome a tradição insite que era Dimas, prefere se inclinar ao sentimento que lhe aflorava. Não hesita em investir suas últimas horas na Terra na defesa do Rei que ele passa a conhecer.
Cada sentenciado levava em sua cruz a sua acusação. Mas na incrição do Senhor só havia "Rei dos Judeus". O nosso suposto Dimas não deveria conhecer hebraico, como os demais judeus daqueles dias. Mas no aramaico, língua corrente do primeiro século na Palestina, a palavra Rei era igual nos dois idiomas. Dimas consegue ler por cima da cabeça do Mestre a palavra Rei e faz então sua petição real:

Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Lucas 23:42 

Jesus lhe dá a resposta que a eternidade não lhe faria esquecer. O Reino de Deus, que os judeus erradamente interpretaram, lhe estava sendo ofertado. Na verdade o próprio Rei e Senhor deste Reino estava ali! O condenado Dimas agora era livre. Momentos antes do seu fim ele encontrou o Rei que Israel e esse mundo precisam. Jesus Cristo!
Dimas agora podia partir, e faria isso em paz! Nas suas derradeiras horas se portou como um verdadeiro cristão.  Repreendeu o outro malfeitor com veemência, reconheceu sinceramente sua culpa, testemunhou a inocência de Jesus e desejou a manifestação do Reino de Deus com entusiasmo. Tal compromisso com o Rei que ele acabara de conhecer e aceitar lhe valeu o Reino!

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Lucas 23:43


 Pablo Geovani